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Revitalização da zona portuária do Rio já valoriza imóveis da região

O projeto de revitalização Porto Maravilha já valorizou os imóveis da zona portuária da cidade do Rio de Janeiro mesmo antes do início de grande parte das obras de infraestrutura

O projeto de revitalização Porto Maravilha já valorizou os imóveis da zona portuária da cidade do Rio de Janeiro mesmo antes do início de grande parte das obras de infraestrutura, segundo o Secovi-Rio (Sindicato de Habitação). De janeiro a dezembro de 2010, a venda de apartamentos com um quarto, sala, cozinha e banheiro no centro da cidade – que engloba a área do porto – ficou 83% mais cara. No fim do ano passado, o metro quadrado valia R$ 4.523, ou seja, um apartamento de 60 m² custava R$ 271,3 mil.

O projeto da prefeitura prevê que a zona portuária passe dos atuais 20 mil habitantes para 100 mil em cinco anos, prazo previsto para a conclusão das obras. O presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Antenor Barros, avalia que esse movimento é mais importante para a economia carioca do que a Copa e a Olimpíada de 2016. “O Rio tem que pensar em crescimento não apenas por expansão, mas reaproveitar o que já tem. Os empresários têm interesses em estar numa região que terá uma clientela fixa de 100 mil habitantes, além dos turista, diz.

A vice-presidente do Secovi, Maria Teresa Mendonça Dias, diz que a procura por imóveis já é grande. Segundo ela, dos cinco milhões de m² da zona portuária, três milhões serão para uso residencial.

“É um bom investimento comprar um apartamento perto do porto. “Já está até difícil de achar, afinal a região é um dos focos de valorização do Rio”, acrescenta.  

Porto Maravilha altera trânsito

O Fundo de Investimento Imobiliário do Porto Maravilha, do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), administrado pela Caixa Econômica Federal, também tem grandes expectativas para as moradias. O vice-presidente de fundos da Caixa, Marcos Vasconcellos, explica que a demanda por imóveis foi um dos motivos para apoiar investimentos de R$ 7,6 bilhões durante 15 anos na região.

“Entendemos como uma boa perspectiva ter uma área central com infraestrutura para atender à demanda imobiliária, pois o aluguel do Rio é um dos mais caros do país”.

Morro da Conceição: aluguel mais caro

No morro da Conceição, no bairro da Saúde (zona portuária), o aumento dos aluguéis já é realidade. O casal Maria de Jesus, de 26 anos, e Raimundo da Silva, de 30 anos, pagam R$ 470 por uma casa com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Raimundo diz que pretende comprar um imóvel na comunidade, mas que encontrar um disponível não é fácil.

“As pessoas já estão procurando bastante, porque aqui é agradável. É uma espécie de mini Santa Teresa. Para sair desse lugar, só se for para voltar para o Ceará. Futuramente vai ficar ainda melhor, atraindo gente até da zona sul”, avalia o morador.

A dona de casa afirma que já percebeu na vizinhança a mudança dos preços pedidos pelos proprietários.

“O aluguel de uma amiga aumentou de R$ 430 para R$ 550. Temos esperança de que as obras do porto vão para frente. Para quem é dono, é ótimo, mas, para quem não é, o aluguel fica mais difícil de pagar”.

Moradora a 30 anos da comunidade, a dona de casa Maria José de Oliveira Garret, de 50 anos, diz esperar que a valorização e as obras do Porto Maravilha não sejam apenas passageiras.
“Estou sabendo de uma pessoa que está pedindo R$ 250 mil por uma casa de dois quartos. Se as obras não acabarem até a Olimpíada, não sei se serão concluídas depois. Em cinco anos dá para fazer muita coisa. Por enquanto, eles já começaram a mexer na água, luz e esgoto do morro”, complementa.

Da Redação, original R7.

Fonte: http://www.obra24horas.com.br

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